Abril - Maio - Junho 2010
Garantir a excelência em processos de missão crítica está no centro dos interesses da Intel, que aguarda a chegada de sua família de processadores Itanium 9300 ao Brasil. Com previsão de chegada entre abril e maio de 2010, os servidores baseados na nova versão do chip – antes conhecido como Nehalem – prometem mais escalabilidade e melhor performance. Marcel Saraiva, gerente de marketing para servidores da Intel é o entrevistado da 7ª edição da OTG Magazine e conta os detalhes sobre porque migrar para máquinas munidas de Itanium 9300.
OTG - Quais os diferenciais que a família Itanium 9300 traz ao usuário?
Marcel Saraiva – A família Itanium está no mercado desde 2001. E, desde que foi
lançada, ela sempre teve um posicionamento de processador diferente. Algumas empresas
usavam tecnologias proprietárias e não tinham opção para trabalhar com plataformas abertas,
como é o caso da Intel.
Agora, lançamos a linha 9300, que tem uma série de tecnologias que trazem as mesmas
soluções com alto desempenho e alta escalabilidade – há máquinas que podem sair
de 2 processadores, para 128, por exemplo. Também traz melhorias em disponibilidade: ele
não pára. Pode ficar ligado 24 horas por dia, o tempo todo, sem preocupação. Sem falar em
redundância do núcleo, do processador, da memória.
OTG - E de que forma o novo produto facilita as atividades de quem atua com missão crítica?
Marcel Saraiva – A nova família traz tecnologia de controlador de memória
integrado ao processador da família Itanium; tem 4 núcleos, tecnologia de redução de uso
de energia e pode trabalhar com mais de 1 Terabyte de memória. Além disso, ele tem base
em uma plataforma de longo prazo: nas próximas duas gerações do Itanium, deve ser
usado o mesmo soquete, ou seja, o cliente não precisará trocar a máquina inteira se quiser
adicionar mais poder de processamento.
OTG - Nos negócios, quais são os impactos que ele pode provocar?
Marcel Saraiva – O principal apelo é a aplicação. Quando essa família foi lançada,
havia o desafio de trazer uma arquitetura diferente e era preciso que as aplicações
fossem portadas pra essa nova família. Hoje, aliás, desde 2003, o Itanium já passa de 15
mil aplicações portadas. Isso significa que a empresa não tem mais dificuldades para
encontrar a aplicação nessa família. E quem trabalha com a versão anterior, o Itanium
9100, não precisará compilar nada para migrar para o 9300.
OTG - Quais são as projeções de negócios com o Itanium 9300?
Marcel Saraiva – No report global do IDC há a informação de que o mercado de servidores
mundial gira em torno de US$ 58 bilhões. Metade disso é referente ao mercado de
volume (servidores x86). A outra metade está ligada ao mercado de missão crítica. E é aí
onde o Itanium tem oportunidades. De três anos para cá ele já tem somado de 20% a 30% de participação.
No Brasil, temos trabalhado na categoria de migração de risc, ou seja, na troca de
processadores antigos, de outros fabricantes, para os quais já não há mais suporte e que já
estão defasados. Queremos transformar o mercado para uma solução aberta, em que
seja possível trabalhar com qualquer sistema operacional, qualquer banco de dados. O
principal atrativo do 9300 é esse.
Por isso que segmentos como finanças, Telecom e manufatura, ou seja, empresas mais estruturadas,
com forte uso de banco de dados, CRM etc são os consumidores da solução.
OTG - Como estão as parcerias para levar o produto ao mercado?
Marcel Saraiva – A Intel trabalha em padrão aberto, desenvolvemos o trabalho com os
fabricantes parceiros antes de lançar, para assegurar a qualidade. Hoje temos de quatro a
cinco parceiros OEM, dos quais eu posso citar HP, Bull e NEC Japão. A HP é o principal
deles para esta família. E eles estão investindo na especialização e treinamento de suas
revendas para levar os produtos ao mercado.
OTG - Quais as previsões de entrada de produtos com Itanium 9300 no mercado brasileiro?
Marcel Saraiva – Os fabricantes já estão comprando. O anúncio de lançamento foi em 8
de fevereiro e, geralmente, demora de 30 a 60 dias para chegar por aqui. Por questões
logísticas, acredito que em abril ou maio, os servidores devem estar disponíveis.
OTG - Qual o crescimento de negócios que a Intel espera com a nova família?
Marcel Saraiva – A ideia é pegar o mercado onde se concentram processadores
proprietários. Então, devemos crescer igual aos últimos anos, em torno de 20% ao ano. As
próximas famílias devem continuar absorvendo o mercado de mainframe, a taxas 10% de
avanço ao ano. E também já há duas famílias devem continuar absorvendo o mercado de
mainframe, a taxas 10% de avanço ao ano. E também já há duas famílias sendo trabalhadas
para substituir esta que acaba de ser lançada. Trata-se da família Kibson (preparada para
chegar fim de 2011), e depois teremos a Poulson, que deve chegar em três a quatro
anos, a partir de agora.
Principais características da nova versão do processador ITANIUM 9300
ITANIUM 9300:
• 2x performance over prior generations
• 4 core processor with Intel® Hyper-Threading
• Dedicated 6MB L3 cache per core (30MB total)
• High bandwidth Intel® QuickPath Interconnect
• Quad channel Integrated Memory Controllers 800 MHz standard registered DDR3 memory
• Next gen Intel® Virtualization Technology
• Many new advanced RAS features
• Intel Turbo-Boost Technology
• Supports Boxboro I/O Hub
• Compatible Itanium® processor family binaries
ITANIUM 9100:
• Dual-Core; leading benchmarks
• Fast, 24MB on-die level 3 cache
• Hyper-Threading Technology
• Intel® Virtualization Technology
• Intel® Cache Safe Technology
• 104W processor power envelope
• Core-Level Lockstep processor RAS
• Demand Base Switching for lower power consumption
• 667 MHz system bus - headroom for band width and memory-intensive applications
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