Abril - Maio - Junho 2010
Apesar das condições globais indicarem tempos de recuperação para a indústria de semicondutores, na comparação com 2009, a realidade mostra que o que se deve ver este ano é apenas uma recuperação modesta, se vista de uma perspectiva mais ampla, segundo a consultoria iSuppli.
A receita global do mercado de semicondutores deve somar US$ 279,7 bilhões, em 2010, o que representa significativos 21,5% de aumento sobre o montante somado em 2009. Porém se comparada ao observado em 2008 (US$ 258,9 bilhões), a alta é de apenas 8%; e sobre 2007 (US$ 273,4 bilhões), tem-se uma ligeira elevação de 2,3%.
Na avaliação da empresa, uma vez que os movimentos de mercado de 2009 foram ditados por questões macroeconômicas, não profundamente ligadas com o mercado de tecnologia, é mais prudente analisar o desempenho deste ano, comparando-o aos períodos de 2007 e 2008.
Quanto aos preços, voltaram aos indicadores normais em 2010. O índice da iSuppli prevê que os preços médios para componentes eletrônicos, incluindo a maioria das categorias de semicondutores devem cair cerca de 2% nos dois primeiros trimestres do ano. Essa taxa de queda dos preços é típica na indústria de semicondutores.
Outro sinal positivo para essa indústria é a retomada de investimentos entre as fabricantes de chips em equipamentos para produção. Os gastos globais com tais equipamentos estão previstos para crescer 46,8% neste ano, em relação a 2009, colocando um ponto final num período de três anos em baixa.
A consultoria IDC constatou que os servidores blade ganharam participação no Brasil. No último trimestre de 2009, avaliação mais recente da companhia, o segmento obteve avanço de 6,3% sobre o mesmo período de 2008, movimentando algo em torno de US$ 127,84 milhões.
O desempenho tem como raízes, segundo o IDC, promoções conjugadas e alianças entre provedores de sistemas e fabricantes com foco estabelecido nas pequenas e médias empresas.
O IDC identificou como razão adicional para o crescimento, a compra de equipamentos voltados a projetos de virtualização e consolidação. Em termos de mercados verticais, os setores de finanças e Telecom foram os mais representativos em termos de compra de equipamentos.
A IBM anuncia uma nova família de servidores x86 que promete otimizar os principais recursos de TI, como utilização de energia, espaço físico e capacidade de memória e virtualização.
As novas soluções serão fabricadas no País, o que permitirá à IBM Brasil reduzir o custo do produto final e o tempo de importação destes equipamentos, tornando-os mais acessíveis ao mercado.
A IBM espera que o eX5 amplie sua participação no mercado de servidores x86. De acordo com a IDC, a empresa detém hoje 19,6% de participação em receita no mercado mundial, um ganho anual de 3.5 pontos percentuais. A IBM também manteve a liderança no mercado de servidores blade no quarto trimestre de 2009, registrando crescimento anual de 61,5% em receita.
A companhia aponta que um dos maiores diferenciais tecnológicos dos sistemas eX5 é sua capacidade de memória estendida, viabilizada pela separação da memória do processador, eliminando a necessidade de aquisição de outro servidor apenas para expansão desses recursos. Essa engenharia ainda permite que os novos sistemas ofereçam escalabilidade seis vezes maior, em comparação com a versão anterior.
A companhia encerrou o período com 45,6 % de participação nas unidades entregues e 41,1% em faturamento, considerando o mercado total de servidores. Esses resultados representam crescimento tanto trimestral como anual nas duas linhas – servidores x86 e segmento de procesadores RISC+EPIC – e consolidam a liderança da marca.
No mercado de servidores x86, a HP contabilizou no terceiro trimestre de 2008 46,1 % de participação nas unidades comercializadas.
A HP também lidera o segmento de procesadores RISC+EPIC com 43,2% de participação em receitas, com um crescimento de 13 pontos percentuais em relação ao segundo trimestre de 2008.
No mercado de servidores blade a HP se reafirmou com 49,76% de participacão nas unidades entregues, o que consolida a adoção do HP BladeSystem.
O segmento de servidores para pequenas e médias empresas também representou um forte crescimento para a HP Brasil. Ainda segundo dados da IDC, no terceiro trimestre de 2008, a HP registrou um incremento de 63% nas unidades vendidas de servidores x86, majoritariamente através da distribuição, em relação ao mesmo período do ano passado, chegando a 34,2% de market share. No segmento dos servidores de missão crítica, os servidores HP Integrity responderam por 34,6% do mercado (RISC+EPIC) em faturamento, com um crescimento superior em 13 pontos percentuais ao mercado brasileiro no mesmo período.
OTG - Open Technologies Group | 2010