Agosto - Setembro 2008
A constante desvalorização do dólar traz prejuízos imediatos aos empresários de todo o país. A baixa cotação da moeda americana, que já chegou a ser comercializada a cerca de R$ 1,50, impede um retorno positivo aos exportadores, o que significa o desaquecimento do mercado interno.
De acordo com o diretor do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) da região de Sorocaba, Erly Syllos, os grandes e pequenos exportadores estão sofrendo com essas mudanças. “O investimento na produção é o mesmo, mas, com o dólar desvalorizado, a comercialização é feita por um valor mais baixo, o que provoca uma reação em cadeia”, explica.
Syllos afirma que muitos produtores brasileiros estão deixando de exportar seus produtos, principalmente do setor automotivo, para a Europa porque não conseguem comercializá-los por um valor que alcance o custo de produção.
Com esse cenário, os produtores brasileiros estão perdendo a cada dia grandes contratos de exportação.
“Atualmente, nossos principais concorrentes são a China, a Índia e a Rússia, pois os três oferecem ao mundo preços mais competitivos do que os nossos”, acrescenta Syllos.
Uma solução apresentada pelo diretor do Ciesp seria a intervenção do Governo Federal com algumas medidas como, por exemplo, a diminuição dos gastos e impostos. “Isso, traria um equilíbrio maior ao país”, afirma.
Contudo Syllos esclarece que não é favorável ao controle do câmbio feito pelo Governo. “Acredito no livre comércio, mas com o suporte de ações federais que estimulem o crescimento das exportações.”
Na opinião do representante do Ciesp, os problemas do dólar desvalorizado trarão grandes problemas a médio e longo prazo. “Por enquanto, praticamente todo o país vive um momento bom, de aquecimento interno”, analisa. “Mas as dificuldades não vão demorar a aparecer se o dólar continuar a cair”, prevê.
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